Outro dia me peguei pensando alto algo do tipo: que
delícia ter vontades...
Até me assustei com o rompante de sinceridade...
E depois fui logo analisar o que aquilo queria dizer
exatamente, fui tentar entender.
Percebi que ter vontades é justamente o oposto de
ser blasé, de não achar graça em nada, de se acostumar
com a mesmice.
Não adianta reclamar que a vida está sem graça porque,
às vezes, a vida fica sem graça mesmo.
Só que a vida pode até continuar com a mesma cara sem
graça e a gente achar a maior nela.
E, olha, não precisa estar apaixonado, não!
Onde está, então, a diferença?
Bem, quem sou eu para dar respostas?
Mas, acho que o que mais conta é o cotidiano:
Quando a gente começa a achar graça nas coisas do
dia-a-dia, na bandeja do café da manhã, no enrosco no
chão com o cachorro, na turma da academia, nos colegas
de trabalho. Aí está o pulo do gato.
Mesmice?
É sim, mesmice, sim senhor. Mas cheia de vontades: de
passar o fim de semana no Rio, de tomar um sorvete à
meia-noite e até passar seis meses praticando ioga na Índia.
Ou algo que você inventar...
Experimente!
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